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Quando a pedra vira arte: Revest Pedras participa da criação de obra de Fabiana Preti

  • há 5 horas
  • 4 min de leitura

Em “Achego”, artista brasileira leva sua pesquisa sobre forma, corpo e espaço aos quartzitos nacionais. A escultura foi produzida com Negroni e Yellow Bamboo, em um trabalho que aproxima arte contemporânea, geologia e técnica.


Há algo particularmente interessante quando uma pedra deixa de ser apenas superfície e passa a determinar a própria forma de uma obra. Cor, veio, textura, peso e até as marcas acumuladas durante milhões de anos deixam de ser características do material para se tornar parte da linguagem artística.


É nesse território que se encontra Achego, escultura de 2026 da artista brasileira Fabiana Preti, produzida em quartzitos brasileiros com participação da Revest Pedras em seu desenvolvimento.


Natural de São Paulo e formada em Desenho Industrial pela FAAP, Fabiana construiu uma produção marcada pela investigação das relações entre formas, cores, padrões, corpo, vazio e materialidade. Sua trajetória atravessa diferentes suportes, da cerâmica aos tecidos e à escultura, sempre com atenção especial às características físicas dos materiais e à maneira como elas interferem na percepção da obra.


Em Achego, essa investigação encontra a geologia brasileira.


Da madeira para a pedra


A obra nasce como uma releitura de uma pesquisa que até então vinha sendo desenvolvida pela artista em madeira. Ao se aproximar das rochas brasileiras, Fabiana encontrou a possibilidade de transportar aquela linguagem para uma matéria com comportamento, memória e temporalidade completamente diferentes.


A escolha recaiu sobre dois quartzitos naturais brasileiros, Negroni e Yellow Bamboo, da Brasigran.


A combinação é parte fundamental da leitura da peça. O Yellow Bamboo aparece em grandes superfícies com seus tons quentes, dourados e terrosos, enquanto o Negroni introduz áreas mais profundas e contrastantes. Em determinados pontos, as pedras se alternam em faixas, quase como camadas que atravessam o volume e revelam que a escultura não depende apenas de sua silhueta.


A matéria participa da composição.



Esse aspecto dialoga diretamente com uma questão presente na produção de Fabiana Preti: a atenção àquilo que cada material pode acrescentar ao trabalho. Em sua trajetória, suporte, porosidade, textura e vazio não aparecem como elementos secundários, mas como componentes ativos da obra. (Fabiana Preti)


Uma matéria desenhada pelo tempo


Transformar uma escultura originalmente pensada a partir da madeira em uma peça de quartzito não significa simplesmente reproduzir uma forma utilizando outro material. A mudança altera completamente a relação entre desenho, peso, estrutura e execução.


O quartzito carrega uma informação que não pode ser inteiramente controlada. Seus veios, nuances e movimentos são resultado de processos geológicos muito anteriores ao próprio gesto artístico. Nenhum bloco é exatamente igual ao outro e, por isso, a escolha e o posicionamento das partes passam a integrar a composição.


Em Achego, essa característica ganha ainda mais força porque a obra é construída a partir das relações de encaixe e desencaixe.


Os volumes parecem se apoiar enquanto permanecem visualmente em tensão. Curvas encontram planos, massas pesadas sugerem movimento e os vazios entre as partes passam a ter quase a mesma importância que a própria pedra.


Há estabilidade, mas também a sensação de que aquelas formas poderiam assumir uma nova configuração.



Quando executar também significa interpretar


Foi justamente nessa passagem entre o desenho artístico e as possibilidades da matéria que entrou o trabalho da Revest Pedras.


Produzir uma peça escultórica em rocha natural exige uma lógica diferente daquela empregada em uma bancada, um revestimento ou um elemento tradicional da arquitetura. Curvas, espessuras, encontros, polimentos e transições precisam responder ao desenho da artista sem apagar as características naturais das pedras escolhidas.


Mais do que reproduzir uma geometria, o processo exigiu compreender como Negroni e Yellow Bamboo poderiam participar visualmente da obra.


Na peça final, os diferentes sentidos dos veios e a alternância entre os materiais evidenciam justamente essa construção. A técnica torna possível a forma, mas permanece subordinada à leitura artística.


É uma relação particularmente próxima daquela que também encontramos na arquitetura quando a pedra deixa de ser escolhida apenas por sua cor e passa a ser pensada a partir da paginação, dos encontros e da continuidade de seus desenhos naturais.


Quartzito brasileiro para além da arquitetura


Achego também revela uma dimensão cada vez mais interessante das pedras brasileiras. Materiais que ganharam espaço na arquitetura internacional por sua resistência e diversidade estética começam a ocupar outros territórios criativos.


Quando deslocado da escala arquitetônica para a escala de uma escultura, o quartzito pode ser observado de outra maneira. O veio deixa de percorrer uma grande parede ou bancada e passa a atravessar um volume. A lateral da pedra ganha importância. A espessura se torna visível. O encontro entre duas partes passa a fazer parte da experiência da obra.


A própria geologia assume uma dimensão quase narrativa.


Fabiana Preti descreve esse interesse a partir das marcas deixadas na pedra pela transformação da terra e pelo tempo. Em Achego, elas não são neutralizadas. São justamente aquilo que impede que a obra seja percebida apenas como uma forma geométrica perfeita.


Cada fragmento permanece singular.


Entre corpo, matéria e espaço


O resultado é uma escultura que pede movimento de quem observa. Não existe apenas uma vista principal. Os encaixes, curvas e intervalos fazem com que a percepção mude conforme o corpo se desloca ao redor da peça.


Essa relação entre corpo e espaço já aparece como um dos elementos recorrentes da pesquisa de Fabiana Preti, especialmente em sua produção escultórica, na qual jogos de escala, equilíbrio e desequilíbrio ajudam a estruturar a experiência da obra.


Em Achego, a pedra acrescenta outra camada a essa investigação.


Uma matéria formada ao longo de milhões de anos é cortada, combinada e transformada por processos contemporâneos para assumir uma configuração que antes existia em outro material. O gesto artístico não elimina a história da rocha. Ele passa a conviver com ela.

Para a Revest Pedras, participar da execução da obra também amplia uma discussão que faz parte do nosso próprio olhar sobre os materiais naturais: uma pedra nunca é somente uma superfície a ser aplicada.


Em determinadas mãos, ela pode estruturar uma casa, definir a atmosfera de um ambiente ou, como em Achego, tornar-se a própria obra.


Achego, 2026

Fabiana Preti

Quartzitos brasileiros Negroni e Yellow Bamboo

Pedras naturais: Brasigran

Execução em pedra: Revest Pedras


Galeria Meia Sete representa a artista em Mato Grosso do Sul


 
 
 

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A Revest Pedras é uma empresa genuinamente sul-mato-grossense, com 45 anos de excelência já consolidados. Especializada na execução de projetos de alto padrão em Mármores, Granitos, Quartzos, Quartzitos e Ônix, combina tradição, tecnologia e precisão artesanal. Cada entrega traduz a força de uma marca que transforma matéria-prima nobre em arquitetura atemporal.

© 2026 Revest Pedras LTDA.

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